terça-feira, 26 de maio de 2009

Realizada 1a. Oficina participativa



Ontem foi realizada a primeira oficina participativa para identificação das vocações, pontos fortes e oportunidades, pontos fracos e ameaças no Território Sertão do Apodi. As atividades são necessárias para que o Planejamento Estratégico esteja alinhado às necessidades e característicaslocais.

Nesta oficina participaram representantes das seguintes entidades: COOPERA, FUNDEVAP, Colônia de pescadores de apodi, CREDIOESTE –SOL, ADSERER/AALS – Lajedo Soledade, COPAPI, COOAFAP-RN, Sindicato dos trabalhadores Rurais, CIASP, Comissão de Jovens STTR, UMA (União Mecânicos de Apodi), Artesão de Felipe Guerra, Abelhudo news – comunicação, FM Boas Novas – Comunicação, Sec. Turismo Felipe Guerra, Grupo arte Palha de Trapiá II, CDL- Apodi, Emater-Apodi, MDA, SAF, COOTISA.


Hoje a oficina será realizada na Cidade de Itaú (Auditório da Escola Estadual Francisco de Assis Pinheiro - Rua Edwiges Maia, nº 148, Centro)

sábado, 23 de maio de 2009

O que seu município tem de melhor?


Iniciamos uma pesquisa simples - 01 só pergunta - sobre as vocações dos municípios. A idéia é identificar, na visão dos internautas, quais os diferenciais de cada município do Território Sertão do Apodi. Publicaremos os resultados ao final do período.


Participe através do link neste blog.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Oficinas participativas (atualizado)

A elaboração do Planejamento Estratégico para o Território do Sertão do Apodi iniciará a realização de oficinas participativas. O principal objetivo é obter informações que possam contribuir para definir ações estratégicas na região, de forma alinhada às necessidades locais.

As oficinas serão realizadas de forma que o debate ativo seja contínuo, onde todos tenham as mesmas oportunidades de contribuição, independente de posição ou cargo que exerçam, levando-se em conta que “a visão de cada ator sobre os problemas é uma das leituras da realidade a partir de seus valores e interesses” (DIEESE).

Horário: 08:00 às 12:00 / 13:00 às 17:00. O calendário será o seguinte:

Sub-região 1: Apodi e Felipe Guerra. Local da oficina: Apodi (CDL – Apodi - Rua Pe. Benedito Alves, 260 Centro). Data da 1a. oficina: 25/05/2009
Sub-região 2: Itaú, Severiano Melo e Rodolfo Fernandes. Local da oficina: Itaú (Auditório da Escola Estadual Francisco de Assis Pinheiro - Rua Edwiges Maia, nº 148, Centro). Data da 1a. oficina: 26/05/2009
Sub-região 3: Caraúbas, Gov. Dix-Sept Rosado, Umarizal e Olho D’água dos Borges. Local da oficina: Caraúbas (Casa da Cultura Popular Manoel do Violão - Rua General Souza Falcão –s/n Centro) . Data da 1a. oficina: 28/05/2009
Sub-região 4: Campo Grande, Paraú, Triunfo Potiguar, Janduís e Upanema. Local da oficina: Campo Grande (Casa da Cultura Popular Palácio Cleto Souza - Rua João Gualberto nº 368 – Centro) . Data da 1a. oficina: 27/05/2009
Sub-Região 5: Patu,Messias Targino e Rafael Godeiro. Local da oficina: Patu (Auditório da UERN - Rua Lauro Maia, s/n, Centro). Data da 1a. oficina: 29/05/2009

Associações, Cooperativas, Sindicatos, Empresas e pessoas interessadas no desenvolvimento sustentável da região podem e devem participar.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Lançamento do Projeto "Nas Pegadas de Lampião"

Ocorrerá no próximo dia 21/05/2009, na Casa da Cultura, em Apodi, o lançamento do Projeto “Nas pegadas de Lampião”, desenvolvido pela Agência Cultural do Sebrae/RN nas cidades por onde ele passou nos idos dos anos 1920.
Ver mais detalhes em:
http://tribunadonorte.com.br/noticias/109448.html

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Culturalização da economia

Coutinho (2007) define a expressão “culturalização da economia” como a “agregação de valor que a Cultura, enquanto conjunto dos sistemas simbólicos confere aos negócios ou às atividades econômicas. Trata-se em essência de como a Cultura, tanto em sua base material quanto imaterial oferece às estratégias de inovação, gestão, marketing, design, conceitos e formatos de negócios”.

É um fenômeno que cresce a cada dia. De fato, um olhar mais atento à mídia e às prateleiras de supermercados, por exemplo, revela elementos da culturalização da economia: são embalagens e propagandas que ostentam elementos estéticos da cultura, buscando agregar valor simbólico-cultural a produtos e serviços colocados no mercado.

A associação da cultura a produtos e serviços não pára por aí. Indicações geográficas de um produto nos remetem ao ambiente de origem, trazendo um valor agregado que pode refletir questões socioambientais, qualidade intrínseca ou ainda caracterizá-lo como único, dentre outros similares. Roteiros turísticos que estejam associados às tradições e fatos históricos de uma região podem gerar diversas oportunidades de negócio (como é o caso do Projeto Nas Pegadas de Lampião – ver postagem anterior). As possibilidades são inúmeras, fazendo com que a diversidade cultural seja um ativo dos mais importantes.

Devemos lembrar, entretanto, que não se deve mercantilizar a cultura, mas, ao contrário, usar a economia para preservá-la. Assim, é necessário que haja movimentos sustentáveis, que favoreçam a manutenção das tradições e contribuam para a melhoria da qualidade de vida das comunidades envolvidas. Vale lembrar que a UNESCO coloca como um dos Princípios da Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais: “A diversidade cultural constitui grande riqueza para os indivíduos e as sociedades. A proteção, promoção e manutenção da diversidade cultural é condição essencial para o desenvolvimento sustentável em benefício das gerações atuais e futuras”


Referências
COUTINHO, D. et al. Termo de referência para atuação do Sistema Sebrae na cultura e entretenimento. Brasília: SEBRAE, 2007. Disponível em:
http://www.inforpress.com.br/SEBRAENT00035BBE.pdf

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA EDUCAÇÃO, A CIÊNCIA E A CULTURA. Convenção sobre a proteção e promoção da diversidade das expressões culturais. Paris: UNESCO, 20 out. 2005. Disponível em:
http://unesdoc.unesco.org/images/0014/001497/149742POR.pdf

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Nas pegadas de Lampião


Um dos projetos que está sendo desenvolvido pelo SEBRAE-RN na região é o Território Sertão do Apodi- Nas Pegadas de Lampião, uma proposta de desenvolvimento territorial, tendo a economia da cultura, a culturalização da economia, o turismo e o artesanato com inspiração na estética do cangaço e do sertão para criar novos produtos e novas oportunidades de negócios.

Entre as ações previstas, estão:

- Realizar seminários, palestras e workshops nos mais diversos temas gerenciais
- Elaborar o material promocional do território (identidade visual, catálogo de oportunidades, site etc.);
- Organizar a promoção e comercialização do território;
- Realizar Censo empresarial na Chapada do Apodi, mapeando as atividades econômicas existentes na região.
- Realizar inventário cultural do território:
- Mapear o patrimônio material e imaterial do território;
- Organizar acervo dos produtos culturais do território (museus, cartilhas, vídeos).

Conheça detalhes do projeto no site: http://sertaodoapodi.com.br/. Neste site está a programação de oficinas, cursos e palestras que vão ocorrer nos municípios da região

terça-feira, 12 de maio de 2009

Semi-árido: como caracterizá-lo?


O senso comum associa o semi-árido a uma região com sol intenso, escassez de chuvas e paisagens de tons cinza. A definição subjetiva, entretanto, não é suficiente para orientar decisões (ver nota 1).

Para estabelecer tecnicamente a área de semi-árido no Brasil, a Portaria Interministerial N° 6, de 29 de março de 2004, criou um Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) para realização de estudos que resultaram na redefinição das áreas do Semi-Árido. Em 10 de março de 2005, o Semi-Árido brasileiro passou a contar oficialmente com 1.133 municípios, um acréscimo de 102 municípios à área anteriormente definida.

Para esta nova delimitação do semi-árido brasileiro, o GTI tomou por base três critérios técnicos:
a) precipitação pluviométrica média anual inferior a 800 milímetros;
b) Índice de aridez de até 0,5 calculado pelo balanço hídrico que relaciona
as precipitações e a evapotranspiração potencial, no período entre 1961
e 1990; e
c) risco de seca maior que 60%, tomando-se por base o período entre 1970 e 1990.

Alexandre da Costa Pereira, em seu capítulo sobre as obras de infra-estrutura hídrica para o Semi-Árido lembra que apenas a precipitação pluviométrica não é suficiente para caracterizar a região, uma vez que “em muitas regiões da Europa, a precipitação anual média está situada na mesma faixa de algumas regiões do Nordeste. Por exemplo, em Paris (França), chove em média 660 mm anuais, enquanto que em Berlim (Alemanha), chove 520 mm. No entanto, essas regiões não são caracterizadas como semi-áridas

Para saber mais:
BRASIL. Ministério da Integração Nacional. Nova delimitação do semi-árido brasileiro. Disponível em:
http://www.mi.gov.br/publicacoes/

PEREIRA, A. C. Obras de infra-estrutura hídrica: necessidade imperiosa para o desenvolvimento sustentável do Semi-Árido Potiguar. In: SOUZA, F.C.S. (Org.) Potencialidades e (in)sustentabilidade no semi-árido potiguar. Natal: CEFET-RN, 2005. p. 86-107

Nota 1: O artigo 159 da Constituição Brasileira de 1988, estabelece que a União deverá repassar três por cento, para aplicação em programas de financiamento ao setor produtivo das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, através de suas instituições financeiras de caráter regional, de acordo com os planos regionais de desenvolvimento, ficando assegurada ao semi-árido do Nordeste a metade dos recursos destinados à Região, na forma que a lei estabelecer